Raimundo Ferreira Lima, o "Gringo", Sindicalista da Região do Araguaia, foi assassinado pelo poderio do latifúndio no ano de 1980. Sua esposa e seus filhos, mesmo marcados por sua perda familiar, pela impunidade e pela continuidade da pressão dos poderosos nos anos recentes que se seguiram, continuou a família nos rumos da luta pela Democracia e pela justiça social, seja por meio do Sindicato e Pastorais, seja por meio da Educação.
Abaixo: Alex, Gringo e Maria Oneide
Abaixo: Alex, Gringo e Maria Oneide
Talvez pensemos: Por que pessoas como Gringo se arriscavam tanto lutando pelos direitos do povo naquele momento em que o Brasil passava por uma Ditadura? Poderiam muito bem ficarem quietos e preservarem suas vidas. Então será que não tinham amor pela própria vida? A resposta é sim e mais que isso.
Amavam não só a sua vida, mas a vida de todos os humanos. Mas não uma vida só no sentido de estar vivo, mas sim a vida plena! Uma vida em que as famílias tenham direito à terra, à paz e à justiça.
Por isso Padre Zé Vicente e a comunidade de luta cantam que estas pessoas são"(...) a semente, sangue desta gente
Que fecunda o chão, do Gringo e tantos
Lavradores Santo e operarios em libertação"
Tive o grande prazer de conhecer e construir fraterna amizade com Alex Costa Lima, filho de Gringo e Maria Oneide, na oportunidade em que fizemos o curso de Ciências Sociais, pela UFPA, em Rondon do Pará, de 2004 a 2008.
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| Alex, camisa 11, Marcos Almeida, camisa 9 |
Alex Costa Lima cursou Mestrado pelo PDTSA (Programa de Pós-graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia) da UNIFESPA (Universidade Federal do sul e Sudeste do Pará). Defendeu sua disertação dia 30 de abril de 2020, sob o título Padres e Posseiros de São Geraldo do Araguaia: O caso do Cajueiro (resumo).
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| Da esquerda para direita: Airton, Alex, Edna e Ricardo. |
A banca examinadora foi composta pelo Professor Orientador Airton Pereira (UEPA), Professor Ricardo Resende (UFRJ) e Professora Edna Moreira (Unifesspa).
Se há conflito agrário é porque há controrvésias quanto a distribuição de terras. As famílias precisam de terra para trabalhar, produzir, se sustentar e para nela viver. Trabalho, política, educação e até mesmo a perspectiva religiosa se entrelaçam na realidade do conflito agrário.
Faço esta publicação em primeiro de maio de 2020 como uma homenagem ao dia do trabalhador, muito feliz por essa conquista do meu amigo amigo Professor Alex, que também representa uma importante conquista para os trabalhadores rurais, comunidade acadêmica e movimentos sociais do Sul e Sudeste do Pará.
Mais sobre no blog: Rogério Almeida








